
O que começou há quase três anos nos fundos de uma residência no distrito de Barra do Ariranha transformou-se em um dos movimentos de educação ambiental mais expressivos da região. O Projeto Zum Zum, idealizado pelo meliponicultor Leandro Lacidó, dedica-se a levar o universo das abelhas nativas brasileiras — as chamadas Abelhas Sem Ferrão (ANSF) — para dentro das salas de aula de escolas públicas e privadas.
Com foco na criação de uma consciência ecológica prática, o projeto já impactou a vida de aproximadamente mil crianças, adolescentes e jovens. O trabalho consiste em palestras e demonstrações sobre a criação racional das abelhas e seu papel insubstituível na polinização, fator essencial para o sucesso da agricultura familiar e a manutenção da biodiversidade.


A dinâmica do projeto é flexível: quando as instituições não possuem logística para levar os alunos até o "santuário" montado na casa de Leandro, o projeto vai até a escola. O objetivo é sempre o mesmo: corresponsabilizar as novas gerações pela proteção do ecossistema onde vivem.
"O foco é criar consciência ambiental. Mostramos a importância dessas abelhas não apenas para o mel, mas para a vida no planeta", destaca Leandro Lacidó. O sucesso pedagógico é acompanhado de resultados práticos no ambiente: com o trabalho de manejo e conscientização, espécies de abelhas que haviam sumido da localidade voltaram a fazer ninhos naturais no distrito.
A relevância do Projeto Zum Zum ultrapassou os limites das salas de aula e chegou à Câmara Municipal de Mantena. Através da articulação do projeto, foi instituído o Dia Municipal da Meliponicultura e do Meliponicultor, integrando oficialmente a atividade ao calendário da cidade.
Sendo uma iniciativa sem fins lucrativos, o projeto é mantido exclusivamente por meio de doações e da cooperação da população que defende a causa ambiental. Para Leandro, cada nova abelha que surge e cada aluno que aprende a respeitar o meio ambiente é uma vitória para o futuro da região.


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