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Zanin Agenda Julgamento de Denúncia Contra Bolsonaro para 25 de Março no STF

Procurador-geral da República enviou manifestação ao STF a favor do recebimento da denúncia

13/03/2025 às 18h59 Atualizada em 13/03/2025 às 19h02
Por: suporte Fonte: Conectshow Noticias
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin marcou para o dia 25 de março o julgamento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados. A análise ocorrerá na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e o próprio Zanin, que atualmente preside o colegiado.
A denúncia, protocolada pela PGR em 18 de fevereiro deste ano, acusa Bolsonaro e mais 33 pessoas de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Dentre os acusados que serão julgados no dia 25, estão figuras como o ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira, o presidente do PL Valdemar Costa Neto e o coronel do Exército Marcelo Câmara. A PGR aponta crimes graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
No entanto, nem todos os denunciados terão seus casos analisados nesta data. Segundo o R7, o julgamento foi dividido em cinco peças acusatórias distintas, e a sessão do dia 25 de março tratará especificamente da denúncia contra Bolsonaro e os sete citados. Os demais acusados, como o general Walter Braga Netto e o ex-ministro Augusto Heleno, terão seus casos apreciados em momentos posteriores, ainda sem data definida.
 

Trâmite Processual e Possíveis Desdobramentos

O julgamento na Primeira Turma decidirá se a denúncia será aceita ou rejeitada. Caso a maioria dos ministros vote pelo recebimento da acusação, Bolsonaro e os outros denunciados passarão à condição de réus, dando início a uma ação penal no STF. Após a notificação oficial, os acusados tiveram 15 dias para apresentar suas defesas preliminares, prazo que já foi cumprido por Bolsonaro e alguns dos envolvidos.
A defesa do ex-presidente tem contestado a denúncia, afirmando que ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o pavimentam”. Os advogados também questionaram a imparcialidade dos ministros Zanin e Flávio Dino, ambos indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas os pedidos de impedimento foram rejeitados pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.
 

Contexto Político e Judicial

O caso ganhou destaque por envolver um ex-presidente da República e por sua relevância para a estabilidade democrática do país. A Primeira Turma, que julgará a denúncia, é conhecida por decisões rigorosas em ações penais, o que alimenta especulações sobre um trâmite célere. Nos bastidores do STF, o relator Alexandre de Moraes já sinalizou a intenção de manter o julgamento no colegiado de cinco ministros, apesar de uma ala da Corte defender que o caso, devido à sua gravidade, deveria ser levado ao plenário, composto por todos os 11 ministros.
A denúncia da PGR é resultado de investigações que apontaram um suposto plano para impedir a posse de Lula após as eleições de 2022, com base em depoimentos, como o do tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar penas que variam de 4 a 12 anos de prisão, dependendo dos crimes imputados, como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
 

Próximos Passos

Com a data do julgamento definida, os olhos da sociedade e da classe política se voltam para o STF. A decisão da Primeira Turma no dia 25 de março pode marcar um divisor de águas no cenário jurídico e político brasileiro, especialmente considerando o peso de um ex-presidente como réu em uma ação penal. Até lá, as defesas dos acusados devem continuar a apresentar recursos e argumentos para tentar reverter ou ao menos adiar o processo, enquanto a PGR defende a robustez das provas colhidas.
O desfecho desse caso promete reverberar não apenas no Judiciário, mas também no debate público, em um momento em que o Brasil se prepara para as eleições municipais de 2026.
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