
Famílias que tiveram suas moradias afetadas pela explosão ocorrida no dia 11 de maio, no Jaguaré, zona oeste da capital paulista, receberam nesta sexta-feira (29) as chaves de seus novos apartamentos. Os imóveis, que foram custeados pela Sabesp e pela Comgás, são mobiliados e decorados, ficam no Residencial Reserva Raposo, e têm sala conjugada com cozinha, área de serviço, dois quartos e um banheiro.
Nesta sexta-feira, 13 das 15 famílias que visitaram os imóveis por intermédio da Companhia Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) do Governo de SP na Reserva Raposo escolheram ficar com o apartamento. Outras duas continuarão no hotel até decidirem se optam por carta de crédito ou visitam outros imóveis.
“Tudo que o Estado e as concessionárias tem feito é para dar segurança e tranquilidade a cada uma das famílias depois do que aconteceu”, disse a Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende. “Estamos juntos e prontos para acolher e atender cada uma delas.”
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O Governo de São Paulo está oferecendo aos moradores afetados alternativas habitacionais como transferência para apartamentos mobiliados, carta de crédito para aquisição de imóvel e auxílio-aluguel. O custeio das medidas habitacionais e da mobília será de responsabilidade da Sabesp e da Comgás. As opções apresentadas pelo estado têm o objetivo de agilizar as soluções para que as famílias afetadas possam retomar suas vidas o quanto antes.
Desde o acidente, 797 famílias afetadas receberam auxílio emergencial das concessionárias no valor de R$ 5 mil para despesas imediatas. As análises sobre os danos indicaram a necessidade de reparos em 70 imóveis, sendo 13 deles já concluídos, 31 em execução, 3 que começarão nos próximos dias e o restante sem avarias que demandem reforma.

Outras 51 famílias receberão indenização por conta de danos irreversíveis nas moradias atingidas pela explosão. Dessas, 14 aceitaram os imóveis da CDHU e outras duas, a carta de crédito. Para 9 delas, a opção escolhida foi a indenização monetária, 7 escolheram reconstrução, 2 o valor de mercado como indenização e o restante ainda não definiu a melhor opção.
“O nosso esforço inicial foi em acolher vocês da melhor forma, para dar algum alento para vocês sobre tudo que aconteceu. Esperamos que essas casas possam gerar novas memórias, de felicidade e tranquilidade e que cada família possa reconstruir suas vidas. Peço desculpas em nome da Sabesp por tudo o que ocorreu”, disse Carlos Piani, presidente da concessionária. Ele informou que, além dos imóveis mobiliados e decorados, a Sabesp arcará com um ano de condomínio e de internet às famílias.
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A aposentada Maria do Carmo foi a primeira a escolher seu apartamento nesta sexta-feira. No Jaguaré, ela dividia casa com outros nove familiares. Agora, ela vai morar com a filha mais nova, Yasmin. Seus outros dois filhos também ganharam apartamentos no Reserva Raposo para morar com suas famílias.
“Quando é que eu ia poder ter um apartamento desse? Nunca. Móveis maravilhosos, lugar maravilhoso”, disse Maria do Carmo. “A casa em que eu morava era cheia de mofo, não tinha janela nos quartos, era uma escuridão. Aquilo me deixava transtornada. Você ia pegar uma roupa, a roupa toda mofada, meus netos estavam sempre doentes. Agora não, olha, tudo limpo! Minha casa agora vai ter luz.”
Pronta para a mudança e já com chaves na mão, Katlyn Vieira disse estar pronta para a vida nova. “Não ficamos desamparados e fomos muito bem assistidos. Vamos começar uma nova rotina neste novo espaço para cuidar e zelar”, relatou. Ela se mudará com o marido, Luan da Silva, para o Reserva Raposo. “Esse apartamento estava esperando por nós. Nos apaixonamos assim que entramos. Esperávamos algo mais simples, mas foi além do que imaginávamos. Dá pra ver que tudo foi pensado com carinho.”

Os imóveis viabilizados às famílias ficam em um bairro planejado de 450 mil m² e mais de 22 mil unidades habitacionais, com creches, Unidade Básica de Saúde, Centro de Convivência para Idosos, centro comunitário com biblioteca e teatro, comércio, equipes de vigilância 24h, central de monitoramento integrado à Polícia Militar e um posto da Guarda Civil Metropolitana.
“Gostei bastante do bairro, principalmente pela segurança.A segurança da minha filha vem em primeiro lugar”, disse Jackson José da Silva, que teve a casa onde morava com a esposa Adrielly e a filha Jade afetada pela explosão no Jaguaré. “Gostei muito do apartamento. É muito aconchegante e tem uma estrutura muito boa. Melhor que as minhas expectativas. O acidente foi muito difícil, mas ninguém está nos deixando desamparados.”
Depois de 35 anos vivendo no Jaguaré, Gilberto Rocha Souza diz já sonhar com uma “vida nova” depois da tragédia. “O atendimento e o acolhimento estão sendo muito bons. Claro que o lado emocional ainda é muito complicado pelo que aconteceu, mas as coisas estão melhorando. Daqui a alguns meses, estaremos tranquilos e começando uma vida nova. Deus nos deu uma nova oportunidade. Nos surpreendemos com a qualidade do prédio e do apartamento. Um padrão muito bom”, afirmou.
O Governo de São Paulo mantém trabalho conjunto com as concessionárias Sabesp e Comgás no atendimento às famílias afetadas. Equipes da Defesa Civil, Fundo Social de São Paulo, CDHU, Arsesp e demais órgãos estaduais atuam com ações de acolhimento, assistência humanitária, suporte habitacional e vistorias técnicas nos imóveis. O governo também criou a Gerência de Apoio do Jaguaré, responsável por coordenar as ações emergenciais voltadas ao atendimento das vítimas e à recuperação da área atingida.

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