
O Centro TEA Paulista , equipamento da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) do Governo de São Paulo, promove nesta quinta (16) e sexta-feira (17) uma formação com 300 policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano sobre como realizar um atendimento inclusivo diante de demandas e ocorrências que envolvam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além de direcionamentos sobre como fazer a identificação dessas situações, serão apresentadas orientações da importância de ter um olhar mais sensível e técnico durante a abordagem, de como é possível ter posicionamentos para prevenir a escalada de conflito, e as diferenças entre comportamentos desafiadores típicos e patológicos.
A formação será realizada pela psicóloga do Centro TEA Paulista, Melissa Ferreira, em uma manhã dedicada para detalhar as melhores estratégias de intervenção ao abordar uma pessoa do espectro autista, inclusive sobre o que é indicado e o que não funciona nessas ocasiões. Por exemplo, é necessário manter a voz calma e postura firme, explicar as consequências com clareza e paciência, dar espaço e tempo para os jovens se acalmarem e trabalhar em dupla, sempre que possível, e reforçar o comportamento cooperativo. A capacitação será no auditório da Associação Paulista de Supermercados (APAS).
“O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que, muitas vezes, não apresenta características físicas evidentes, o que pode gerar incompreensão, especialmente durante abordagens ou situações de emergência. É uma realidade que exige profissionais devidamente preparados e uma infraestrutura adequada para garantir um atendimento de qualidade e humanizado na ponta. Sabemos que a garantia de direitos não se faz com iniciativas isoladas, mas sim com ações constantes e integradas de todo o Estado, de modo a respeitar e reconhecer esses cidadãos como protagonistas de suas próprias vidas”, afirmou o secretário de Estado de Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.
O preparo adequado das forças de segurança pública é um pilar fundamental para a proteção e a garantia de direitos dessa população. Em ocorrências cotidianas ou situações de crise, características comuns de pessoas TEA, como a hipersensibilidade sensorial a ruídos de sirenes e giroflex, dificuldades de comunicação verbal ou a presença de movimentos repetitivos, podem ser mal interpretadas como atitudes de resistência ou desobediência. Ao capacitar os policiais para reconhecerem esses sinais e adaptarem suas táticas, o Estado não apenas previne o agravamento desnecessário de conflitos, mas também garante a segurança física e psicológica da pessoa neurodivergente e dos próprios agentes nessas situações.
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Desde a inauguração do Centro TEA Paulista, em junho de 2025, mais de 2.400 pessoas foram capacitadas por meio de treinamentos específicos e visitas guiadas, entre professores, cuidadores, profissionais e gestores da educação, psicopedagogos, assistentes, profissionais do atendimento educacional especializado, da Segurança Pública e da Saúde, contribuindo para a ampliação e replicação do modelo de atendimento em São Paulo. Até o momento, as formações foram realizadas em 21 municípios: Águas de Santa Bárbara, Altinópolis, Araraquara, Araras, Barretos, Campos do Jordão, Cotia, Guaratinguetá, Hortolândia, Jaboticabal, Luiz Antônio, Marília, Motuca, Pompeia, Santa Ernestina, Santa Salete, São João da Boa Vista, São Paulo, São Sebastião, Sumaré e Paulínia.
Formação Multidisciplinar para o 4º Batalhão da Polícia Militar
Quinta (16) e sexta-feira (17) – 8h30
Local: Auditório da APAS – Associação Paulista de Supermercados
R. Pio XI, 1200 – Alto da Lapa, São Paulo – SP
Mín. 16° Máx. 26°




