
O que parecia ser uma fatalidade no trânsito da zona rural de Pancas revelou-se, na verdade, um crime de homicídio com características de execução. Na noite deste domingo (8), o corpo de Bruna Monteiro Zanon foi localizado às margens da rodovia ES-034, no trecho que liga o município de Águia Branca ao distrito de Vila Verde. A cena, que sugeria uma queda de motocicleta, foi desmentida pelo trabalho minucioso da perícia técnica.
As equipes de socorro do Samu foram as primeiras a chegar ao local, confirmando o óbito da vítima logo após o chamado de um suposto acidente. No entanto, a ausência de marcas típicas de colisão e o estado da vítima acionaram o alerta das autoridades.
Ao iniciar os procedimentos técnicos no local, os peritos criminais descartaram completamente a hipótese de queda acidental. Durante o exame cadavérico preliminar, foram identificadas sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo: duas no peito e cinco nas costas.
A quantidade e a localização dos disparos indicam que a vítima não teve chance de defesa. A motocicleta que estava no local foi periciada e, após os trâmites legais, liberada pela polícia, enquanto o corpo de Bruna foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML).
Um detalhe crucial que agora norteia as linhas de investigação da Polícia Civil é o histórico recente da vítima. Foi apurado que, poucos dias antes de ser assassinada, Bruna havia sido atendida pelas forças de segurança em um episódio registrado como violência doméstica.
Até o momento, a autoria e a motivação exata do crime permanecem sob sigilo para não atrapalhar as diligências. O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Pancas, que busca identificar se o crime possui relação com o histórico de agressões sofridas pela vítima ou se há outras hipóteses para o assassinato.
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