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Conheça os desafios do Gate em ocorrências com suspeita de explosivos

Profissional responsável por desarmar o artefato em casos de suspeita de bomba leva cerca de dois anos para estar plenamente capacitado

12/11/2025 às 16h06
Por: suporte Fonte: Secom SP
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Policiais do Gate contam com formação e treinamento específicos para casos de suspeitas de bomba. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Policiais do Gate contam com formação e treinamento específicos para casos de suspeitas de bomba. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar de São Paulo, possui entre suas atribuições, um esquadrão de bombas para atender ocorrências que envolvam artefatos explosivos e ameaças de bomba em todo o estado.

O processo de formação e treinamento desses policiais varia conforme a especialidade de cada agente. Segundo o coronel Valmor Racorti, do Comando de Policiamento de Choque, um explosivista, o responsável por se aproximar do artefato, leva cerca de dois anos para estar plenamente capacitado.

O comandante destaca que as abordagens em situações com possíveis artefatos explosivos exigem extremo cuidado emocional e técnico.

“A principal dificuldade na abordagem a uma vítima com um artefato explosivo é justamente manter a pessoa tranquila, para que o policial possa identificar o problema. Muitas vezes, esse contato é feito à distância, e o agente orienta a própria vítima sobre os procedimentos que devem seguir”, explica Racorti.

Uso de robôs em suspeita de bomba

Em determinadas situações, o Gate utiliza robôs e ferramentas especializadas que permitem intervenções seguras, até mesmo com a colaboração da vítima. Um exemplo seria uma aproximação com o robô levando algum tipo de ferramenta, como alicate ou chave, para que a pessoa consiga remover o artefato do próprio corpo.

Suspeita de bomba no Rodoanel

No caso mais recente atendido pela corporação, nesta quarta-feira (12), não foi necessária uma intervenção direta, pois os policiais constataram que a vítima não estava conectada a nenhum explosivo real. Racorti reforça que cada ocorrência é única e requer adaptação das equipes conforme o cenário encontrado.

“Embora existam técnicas e táticas específicas, cada situação possui suas particularidades. Os protocolos formais se aplicam principalmente ao acionamento e apoio entre unidades. Já a intervenção direta na bomba é mais flexível e ajustada conforme as circunstâncias”, ressalta.

Por fim, é importante destacar que o Gate conta com psicólogos e planejamento técnico em todas as operações, com o objetivo de garantir a segurança das equipes e das vítimas. “Antes de qualquer ação, são avaliados pontos críticos, como o contexto da ocorrência, o ambiente, o tempo de resposta e as condições de abordagem. Mesmo diante da urgência, a segurança jamais pode ser comprometida”, finaliza o coronel.

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