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Pais Denunciam Falta de Critério na Escola Estadual Comendador Nascimento Nunes Leal, em Resplendor-MG

Representando os pais, Elizângela Fernandes Marcos da Silva cobra transparência na seleção de alunos para a nova turma regular, após sua filha sofrer crise de ansiedade por não ser incluída.

02/07/2025 às 12h40 Atualizada em 02/07/2025 às 14h13
Por: suporte Fonte: Conectshow Notícias
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Pais Denunciam Falta de Critério na Escola Estadual Comendador Nascimento Nunes Leal, em Resplendor-MG

Um grupo de pais de alunos da Escola Estadual Comendador Nascimento Nunes Leal, em Resplendor-MG, vem denunciando a criação de uma turma de ensino regular dentro de uma instituição oficialmente de ensino em tempo integral, sem critérios claros e sem diálogo com a comunidade escolar.

A escola, que desde 2024 passou a adotar o regime de tempo integral para os alunos do primeiro ano do ensino médio, oferece aulas das 7h às 16h30. Contudo, neste ano, foi aberta uma turma com horário reduzido — o chamado período regular — com término às 11h25, gerando uma série de questionamentos por parte dos pais.

A senhora Elizângela Fernandes Marcos da Silva, mãe de uma aluna e porta-voz do grupo de pais, relatou à Conectshow Notícias que a criação dessa turma não foi amplamente divulgada, tampouco seguiu critérios transparentes de seleção. “Colocaram na turma regular quem quiseram. Não priorizaram os alunos que mais precisavam, como minha filha, que faz tratamento contra ansiedade e não tem condições de permanecer na escola o dia todo”, afirma Elizângela.

A situação da filha de Elizângela é uma das mais graves. A estudante, que no ano passado estudava em turno integral, teve uma forte crise de ansiedade ao saber que teria que frequentar o turno integral novamente. Ela precisou ser levada ao hospital, onde foi diagnosticada com quadro severo de ansiedade, com sintomas semelhantes aos de um infarto.

Além disso, a mãe afirma que houve tentativas de resolver a situação por vias formais: “Fizemos reuniões, entregamos ata, fomos até a inspetoria da escola, protocolamos o pedido e até levamos o caso ao Ministério Público, mas até agora ninguém deu retorno.”

O problema não afeta apenas a filha de Elizângela. Alunos da zona rural também estão sofrendo com a obrigatoriedade do ensino integral, enfrentando longas jornadas fora de casa, o que compromete seu desempenho e bem-estar.“A escola diz ser integral, mas abriu uma turma regular sem chamar os pais, sem ouvir os casos. Não somos contra o ensino integral, mas contra a forma injusta como a seleção foi feita. Estamos no meio do ano e os alunos que realmente precisam estão sendo ignorados”, conclui Elizângela.

A comunidade escolar pede transparência, empatia e a criação de uma segunda turma regular, para que nenhum estudante fique sem o apoio necessário à sua permanência e sucesso escolar.

 

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