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Mônica Alves Bandeira é condenada a 20 anos de prisão pelo assassinato de Noerber Teodoro Lacerda em júri popular realizado em Mantena/mg

Em um julgamento que mobilizou as comunidades de Itabirinha e Nova Belém, o Tribunal do Júri da Comarca de Mantena/MG condenou, na noite desta segunda-feira (05/05), Mônica Alves Bandeira a 20 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio doloso qualificado de Noerber Teodoro Lacerda, conhecido como “Ebinho”. O crime hediondo, que envolveu o uso de fogo, ocorreu em 26 de março de 2024, em Itabirinha/MG.

06/05/2025 às 15h23 Atualizada em 06/05/2025 às 19h25
Por: suporte Fonte: Conectshow Notícias
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Mônica Alves Bandeira é condenada a 20 anos de prisão pelo assassinato de Noerber Teodoro Lacerda em júri popular realizado em Mantena/mg

 Em um julgamento que mobilizou as comunidades de Itabirinha e Nova Belém, o Tribunal do Júri da Comarca de Mantena/MG condenou, na noite desta segunda-feira (05/05), Mônica Alves Bandeira a 20 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio doloso qualificado de Noerber Teodoro Lacerda, conhecido como "Ebinho". O crime hediondo, que envolveu o uso de fogo, ocorreu em 26 de março de 2024, em Itabirinha/MG.

A sessão do júri, que se iniciou às 9h30 e se estendeu até as 20h, foi marcada por intensa emoção e debates acalorados. Após a apresentação de testemunhas, o interrogatório da ré e a análise de provas documentais e imagens, os sete jurados acolheram integralmente a tese da acusação. Reconheceram a materialidade e a autoria do crime, bem como a qualificadora do emprego de fogo.

A promotoria do Ministério Público de Minas Gerais, juntamente com os advogados assistentes de acusação, Dr. Raony Fonseca Scheffer Pereira e Dr. Renato Rezende de Souza, sustentou de forma contundente a crueldade do crime e o histórico de violência da acusada. A juíza presidente do júri proferiu a sentença, fixando a pena em 20 anos de reclusão em regime inicial fechado, sem direito a apelar em liberdade.

Crime bárbaro chocou Itabirinha e Nova Belém

Noerber Teodoro Lacerda, natural de Nova Belém/MG e trabalhador da Fazenda Três Irmãos, foi vítima de um ataque brutal. Segundo os autos, Mônica Alves Bandeira atraiu "Ebinho" até sua residência e, após feri-lo com um objeto cortante, ateou fogo em seu corpo. Mesmo com graves queimaduras em cerca de 35% da superfície corporal, a vítima conseguiu fugir e caminhar por mais de 500 metros até a casa de sua irmã, onde buscou socorro. Noerber resistiu por alguns dias, mas faleceu em 4 de abril de 2024, no Hospital Regional de Governador Valadares.

O crime causou profunda comoção nas cidades de Itabirinha e Nova Belém, cujas comunidades acompanharam atentamente o julgamento, buscando justiça para a vítima. Familiares de Noerber estiveram presentes durante toda a sessão, visivelmente emocionados com o veredito.

Ré com histórico criminal e suspeita em outro homicídio

A condenação de Mônica Alves Bandeira levanta novamente a preocupação com sua periculosidade. A ré já respondeu a outros processos criminais e é investigada por possível envolvimento na morte de Archimedes Prudêncio de Oliveira, um idoso de 76 anos assassinado em 2022, também em Itabirinha, em circunstâncias de extrema violência.

Manifestações da acusação após a sentença

Após a leitura da sentença, o advogado Raony Scheffer declarou: "Hoje, não celebramos a dor, mas sim a justiça. Ebinho foi vítima de uma barbárie. A resposta da sociedade veio por meio deste júri popular, que disse, de forma firme, que a vida humana tem valor."

O advogado Renato Rezende complementou: "Foi uma vitória da verdade. A atuação conjunta da acusação demonstrou, com provas, que não se tratava de um acidente, mas de um homicídio covarde. Esperamos que essa condenação sirva de alento à família e de exemplo para que crimes como esse não fiquem impunes."

Família de "Ebinho" encontra alívio na condenação

Após um ano de espera e sofrimento, a família de Noerber Teodoro Lacerda recebeu a condenação como um momento de alívio. "Hoje foi um dia de luta, de dor, mas também de justiça. Ebinho era luz em nossa família e sua ausência jamais será preenchida. Mas saber que a verdade venceu nos traz um pouco de paz", expressou uma parente da vítima, visivelmente emocionada.

A condenação de Mônica Bandeira representa para as comunidades de Nova Belém e Itabirinha uma resposta da Justiça diante de um ato de extrema crueldade, reafirmando a importância da vida e da memória de Noerber, lembrado como um homem gentil, trabalhador e querido por todos. O caso de "Ebinho" permanecerá na memória coletiva das duas cidades.

 

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