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Brasileiro Deportado Vendeu Tudo o que TInha e Gastou Mais de R$ 170 mil Para Entrar Ilegalmente nos EUA

O frentista Carlos Vinícius de Jesus, de 29 anos, estava entre os 88 brasileiros que chegaram neste sábado (25) em Minas Gerais. Ele ficou 8 meses preso na região da fronteira com o México antes de ser deportado.

26/01/2025 às 16h57 Atualizada em 26/01/2025 às 17h11
Por: suporte Fonte: g1
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Brasileiro Deportado Vendeu Tudo o que TInha e Gastou Mais de R$ 170 mil Para Entrar Ilegalmente nos EUA

"Vou ter que recomeçar do zero", disse ao g1 o frentista Carlos Vinícius de Jesus, de 29 anos, um dos 88 brasileiros deportados dos EUA que desembarcou em Confins (MG), na noite do sábado (25/01/2024).

Natural de BH, Carlos morava em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e há 8 meses tentou entrar ilegalmente nos EUA, com a esperança de ajudar a família e comprar uma casa para os filhos, uma menina, de 9 anos, e um menino, de 8.

"Juntei o dinheiro em uma minha vida toda, desde os 18 anos. Vendi a moto, a casa, vendi tudo. Eu queria dar uma vida melhor para os meus meninos, porque eles moram de aluguel e eu queria dar uma casa para eles. Queria ajudar a minha mãe também. Eu estava trabalhando só para pagar conta."

O frentista disse que não pagou coiote – pessoa que se especializa em guiar migrantes que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos – e que gastou 30 mil dólares na saga, equivalente a mais de R$ 170 mil.

Em maio do ano passado, ele saiu de Minas Gerais, foi para São Paulo, depois para o Panamá e Guatemala. No país guatemalteco, atravessou de barco para a cidade de Tijuana, no México, onde tentou a travessia arriscada.

"Andei a pé mais de oito horas dentro do mato. Depois atravessei um rio e fui preso."

Carlos ficou preso em San Diego, na Califórnia. A primeira etapa da prisão foram oito dias numa "sala do gelo'", como era conhecida pelos estrangeiros, porque é um ambiente com ar-condicionado muito forte e com temperatura baixa.

"Fui preso que nem um cachorro. Lá eles não tratam ninguém bem. Eles são anti-imigrantes."

Embora esteja frustrado por não ter conseguido alcançar os objetivos, ele se disse aliviado por estar de volta ao Brasil: "Graças a Deus estou de volta. É melhor estar vivo do que ter bens materiais".

Vestindo uma camiseta com os dizeres "Ore, espere e confie, Carlos Vinícius contou que nunca deixou de pedir auxílio a Deus nos momentos difíceis quando estava preso. "Nunca deixei de acreditar em Deus. Orava e confiava em Deus."

 
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