
O primeiro grupo deportado da era Trump está em colchões no chão no aeroporto de Manaus-AM e recebeu alimentos doados pelo poder público local, enquanto aguardam pela aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que deve os levar para Minas Gerais.
A primeira aeronave vinda dos Estados Unidos, com 158 pessoas a bordo, tina Belo Horizonte como destino fin al, com conexão prevista na Capital amazonense, mas precisou passar por manutenção, e o vovo para a capital mineira foi cancelado.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), foram disponibilizados para os brasileiros colchões, atendimento médico, alimentação e água.
“A principal solicitação aqui é o atendimento humanizado, então estamos nos fazendo presentes para garantir que os direitos desses cidadãos sejam preservados”, informou a secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, durante acompanhamento aos deportados.No local, uma equipe do Corpo de Bombeiros do Amazonas também presta apoio aos deportados com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, segundo o Comandante de Socorro da capital, tenente Éverton Augusto.
“Alguns passageiros já possuem algumas patologias e precisam de acompanhamento do uso de medicação, então estamos identificando esses pacientes para que eles possam receber assistência”, disse o tenente Éverton Augusto.
Oficiais americanos queriam manter os brasileiros deportados algemados e acorrentados.No entanto, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não autorizou a continuidade do uso das algemas, já que se tratam de cidadãos livres em território brasileiro e uma questão de soberania nacional. E, por esse motivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o envio do avião da FAB para fazer essa mediação.
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