
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do programa Saúde Digital Paulista, levou a Registro, no Vale do Ribeira, uma nova forma de acesso ao atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre abril e setembro de 2026, o Pronto Atendimento (PA) Digital realizou mais de 1,5 mil atendimentos médicos e 2.770 triagens, permitindo que moradores com problemas de saúde de baixa complexidade recebessem avaliação médica pelo celular, sem a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.
Durante o período, o serviço alcançou índice de resolutividade de 84%, além de NPS de 87, indicador de satisfação dos usuários que ficou acima da meta institucional de 76. Os resultados integram a experiência-piloto desenvolvida no município para testar a viabilidade de um novo modelo de assistência digital do programa.
A iniciativa foi implantada em 16 de abril e contemplou uma população estimada em 62 mil moradores de Registro. O atendimento funcionava por aplicativo, com triagem baseada em protocolos clínicos e consultas realizadas por médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Entre as situações que poderiam ser avaliadas remotamente estavam sintomas como tosse, coriza, dor de garganta, dor de cabeça e náuseas.
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“Os resultados alcançados no município são importantes para avaliar como a telessaúde pode contribuir para o atendimento à população. Os indicadores de resolutividade e satisfação nos ajudam a compreender o desempenho do serviço e a identificar oportunidades para aprimorar os modelos de assistência digital no SUS Paulista”, afirma Cristina Balestrin, coordenadora do programa Saúde Digital Paulista da SES-SP.
O modelo buscou ampliar as alternativas de acesso à assistência, especialmente em situações que não exigem atendimento presencial imediato. Ao oferecer uma porta digital para casos de menor complexidade, a proposta também contribuiu para a organização dos fluxos da rede de saúde, permitindo direcionar os pacientes conforme suas necessidades clínicas e reservar o atendimento presencial para situações que exigem avaliação direta dos profissionais.
A experiência em Registro faz parte da estratégia do Saúde Digital Paulista, programa da SES-SP que utiliza a tecnologia para ampliar o acesso à assistência e aproximar profissionais de saúde e pacientes. Desenvolvida em parceria com o HCFMUSP, a iniciativa reúne diferentes modalidades de telessaúde, desde o acompanhamento na atenção primária até o suporte especializado a equipes hospitalares.
O atendimento do PA Saúde Digital Paulista em Registro será encerrado nesta sexta-feira (23). A experiência permitiu testar o funcionamento do pronto atendimento remoto no contexto regional e reunir indicadores sobre o acesso, a resolutividade e a satisfação dos usuários.
Com o encerramento, os moradores deverão procurar presencialmente a rede municipal de saúde. Para consultas de rotina e acompanhamento, a orientação é buscar a Estratégia Saúde da Família (ESF) ou a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do bairro. Nos casos de urgência, a população deve procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Registro, que funciona 24 horas, na Rua Santa Tereza, 100, no Jardim São Nicolau.
O fim da operação local não altera o funcionamento das demais unidades da rede municipal nem representa o encerramento do programa Saúde Digital Paulista, que mantém outras frentes de telessaúde no estado.
O programa Saúde Digital Paulista integra a estratégia do Governo de São Paulo para ampliar o acesso à saúde especializada, reduzir distâncias e fortalecer o atendimento regionalizado por meio da transformação digital da assistência em saúde. Desde 2024, o programa tem avançado de maneira significativa na implementação de soluções inovadoras para ampliar o acesso à saúde aos pacientes de todas as regiões do estado. A iniciativa conta com cinco serviços de telessaúde, sendo eles: TeleAPS, TeleSAP, AME+Digital, Tele UTI e TeleAVC.
A iniciativa utiliza infraestrutura tecnológica acessível, composta por computadores, webcams, microfones e conexão estável à internet, demonstrando que soluções digitais podem gerar impacto relevante na assistência pública. O modelo também é considerado escalável e adaptável para outras regiões do país, favorecendo a integração da jornada do paciente no SUS.
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