
A mobilidade urbana em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, entrou novamente na rota de discussões. O crescimento desordenado das corridas clandestinas e o embate entre taxistas e motoristas de aplicativo acendem o alerta sobre a necessidade de revisão nas regras que regem o setor na cidade.
Atualmente, a Maxcar é o único aplicativo de transporte devidamente regulamentado no município, onde atua há seis anos. No entanto, a presença de motoristas não cadastrados vem crescendo de forma preocupante, dificultando a identificação dos prestadores regulares e comprometendo a segurança de passageiros.
A falta de fiscalização efetiva e as restrições impostas pela legislação local são apontadas como fatores que favorecem o avanço da informalidade. Um dos dispositivos mais contestados da Lei Municipal nº 1.064/2021, que regula o transporte por aplicativos, é o limite de idade dos veículos cadastrados. A exigência tem impedido que muitos motoristas ingressem ou permaneçam na atividade, reduzindo a oferta de corridas dentro da legalidade.
Na tentativa de mudar esse cenário, a Maxcar protocolou o Ofício nº 002/2025 na Câmara Municipal. O documento propõe a revisão da lei, com destaque para a ampliação da idade máxima dos veículos permitidos, passando dos atuais parâmetros para até 10 anos de fabricação. A empresa argumenta que a atualização da norma é essencial para equilibrar segurança, geração de renda e o enfrentamento ao transporte clandestino.

Enquanto isso, cresce a rivalidade entre taxistas e motoristas de aplicativo. Os taxistas cobram maior rigor na fiscalização dos concorrentes e alegam prejuízos diante da nova realidade. Por outro lado, motoristas de aplicativo legalizados destacam que cumprem todos os requisitos exigidos, como CNH com registro de atividade remunerada, certidões negativas, bom estado do veículo e documentação em dia — e rejeitam qualquer associação com os chamados “clandestinos”.

Para a população, o momento é de incerteza. Muitos usuários relatam preferência pelo transporte por aplicativo, motivados pela praticidade e preços mais acessíveis. Contudo, cresce a apreensão diante da insegurança gerada pelas corridas realizadas fora dos meios oficiais.
Com o setor em ebulição, a expectativa agora recai sobre o posicionamento da Câmara Municipal. A Maxcar reitera que está disposta a colaborar com o poder público na modernização da legislação, buscando soluções que organizem o serviço, protejam os passageiros e ofereçam oportunidades justas para quem quer atuar dentro da lei.
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