
Sete trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão em uma obra terceirizada de casas populares do Governo do Estado e da Prefeitura de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. Entre eles, estava um adolescente de 17 anos.
Todos os trabalhadores são de São Mateus e foram contratados com a promessa de trabalhar na obra. Lá, os trabalhadores dormiam em colchões mal conservados no chão e não tinham acesso a água potável.
O caso aconteceu nesta sexta-feira (24), no bairro Altoé, quando agentes do Ministério do Trabalho, da Polícia Federal e do Ministério Público receberam uma denúncia anônima e foram até a obra.

No mês passado, a mesma empresa responsável pela obra já tinha sido denunciada pelo mesmo crime. Naquela época, oito pessoas estavam em um alojamento sem água potável, sem comida e alguns sem carteira de trabalho assinada.
Após o flagrante, o responsável pela empresa disse que pagava alimentação e limpeza do local, e que havia atrasado apenas um pagamento. Porém, os auditores do do trabalho classificaram a situação como análoga à escravidão.
Os trabalhadores serão levados de volta para São Mateus e terão os direitos garantidos.

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